Ângulos - Dona Carla (Cap.8)

-Até.

Fechei e tranquei a porta. Voltei pro fundo da loja, meu marido tava lançando as vendas do dia no excel, nosso controle de estoque. Quando terminou, pegou uma nota de cem do caixa e olhou pra mim.

-Que tipo de puta você acha que eu consigo com cem reais?

-Do jeito que as coisas estão caras, seria um milagre conseguir um boquete.

Ele já estava atrás de mim, me imprensando no balcão do caixa, o caralho duro roçando na minha bunda. Segurou a nota na frente dos meus olhos.

-Tem certeza? Como você mesma disse, as coisas estão difíceis, tem quem faria MUITA coisa por cem reais.

-Por exemplo…

-Por exemplo gravar pornô pra internet.

Rebolei de leve, passei o dedo na nota.

-E, digamos, essa puta teria que fazer de tudo? Pra todo mundo ver?

-Claro que sim. E não seria um problema, pelo que sei putas gostam de se exibir.

Dei uma gargalhada, me virei, nos beijamos. Ele não perdeu a chance de me dar um apertão na bunda. Juntamos todo o dinheiro do caixa, trancamos tudo, saindo por uma porta lateral, que tava direto dentro do nosso quarto. Assim era rápido pegar algum brinquedo quando desse vontade.

Fui banhar e me maquiar enquanto ele ia preparar nossa transmissão, disparando o alerta via e-mail pra nossos assinantes, e também conferindo as baterias das câmeras. Hoje em dia temos três, e nossos assinantes premium podem trocar entre elas quando querem, enquanto os comuns ficam com um único ângulo fixo. Ouvi do banheiro ele assoviando “rondo alla turca” enquanto fazia isso. O assovio ficou mais pŕoximo antes de parar, quando ele abriu a porta do banheiro e se juntou a mim no box.

Tantos anos de casamento e de exibicionismo, e ainda ficávamos nervosos nos minutos que antecediam a transmissão. Mas quando a brincadeira começava, tudo que importava era o contador subindo, mostrando quantas pessoas ao redor do mundo estavam nos vendo. Ele colou o corpo no meu, meio de lado, e brincou com o dedo médio no meu clitóris. Eu abri a mão ensaboada e esfreguei o centro da palma na cabeça daquele caralho, bem devagar. Ficamos nisso por um tempinho até que tocou o alarme. Tinhamos quinze minutos pra começar a transmitir.

Nos enxugamos, eu liguei o secador de cabelo rapidinho. Ele assumiu o secador enquanto eu pintava o rosto de vermelho, apenas a boca ficou livre. Quando terminei a minha pintura, fiz a dele. Colocou o secador em potência mais baixa, e não tão quente, apontado pros nossos rostos, pra secar a tinta.

O alarme soou de novo. Dez minutos. Eu desliguei e guardei o secador. Passei batom negro, e ajustamos as máscaras. Eu saí primeiro pro quarto, ele logo atrás de mim. Claro que rebolei bastante. Ele me agarrou por trás, quase me penetrando, e perguntou:

-Hoje é a sua vez de decidir. Qual o brinquedo do dia?

-Tô pensando ainda, você sabe como eu sou.

-Tudo que eu sei é que eu sou uma bússola, e no momento você é o meu norte.

-”No momento”, hahaha, muito engraçado. Deita aí que eu vou decidir.

Ele passou por todas as câmeras, fazendo ajustes finos de ângulo antes de se sentar, as costas apoiadas nos muitos travesseiros. Segurou o caralho com as duas mãos, deixando a cabeça brilhante de fora, e ficou se masturbando devagar, apenas pra manter a ereção. Olhando pra mim. Outro alarme. Dois minutos.

Entrei apressada no closet, abrindo minhas gavetas a esmo, tentando achar algum brinquedinho que não usássemos a muito tempo. Acabei abrindo minha gaveta de jóias no processo. Já ia fechar, mas minha mão congelou. Era isso! Perfeito!

-Trinta segundos!

Coloquei depressa meu colar de pérolas no pescoço e voltei pro quarto. Passei as mãos nos cabelos, jogando pra trás, deixando em evidência colar. Era longo, então descia entre os seios. Me sentei ao lado dele na cama. Ele tirou a mão direita do pau, e passou por baixo do meu braço, me segurando perto de si. Cuspi na minha mão direita e peguei, alisando de leve. Olhei pra tela do computador. Três, dois, um. Ao vivo.

A mão dele subiu da minha cintura pro meu seio, e ficou ali fazendo um carinho. No pau dele, nossas duas mãos se coordenavam, perfeitamente sincronizadas. Falou bem baixinho, pra que as câmeras não captassem.

-Porque o colar?

-Toda puta que se preze tem um cólar de pérolas. Mas eu duvido muito que alguma saiba usar de verdade.

-Então me mostra. Estou mais curioso que todos eles.

Olhei pra câmera. Tirei o colar devagar. Juntei todo dentro da mão e passei no bico do seio livre. Ele apertava o outro agora, me incentivando. Veio com a mão dentro da minha coxa e apertou ali, pertinho da minha buceta molhada, mas sem encostar. Mordeu minha orelha.

-Mais puta, me mostra mais.

Enrolei o colar na mão. Peguei no caralho dele. Fiz uma punheta bem lenta. Ele acabou apertando mais minha coxa, de prazer. Aumentei um pouco a velocidade, e sem parar me virei na cama, deitando de bruços, a bunda virada pra câmera 3. Passei as duas mãos por dentro do colar e continuei, a esquerda na base, a direita na cabeça. Aproximei a boca e dei um beijo no saco. Olhei pra cima, sorrindo. Trocamos um olhar. Dei outro beijinho. Lambi. Abri bem a boca, pra chupar uma bola inteira. Minhas mãos sem parar. Fiquei brincando com o saco na boca, ora sugando, ora lambendo, ele me fazendo carinho no cabelo. Troquei de bola, tão babada quanto a cabeça daquele caralho na minha mão, pulsando levemente. Olhei pro lado, pra câmera 1, dei uma chupada mais forte, e subi pra cabeça. Lambi as pérolas primeiro, deixando ele louco com a espera. Botei a língua toda pra fora. Olhei pra ele, e depois pra câmera, e comecei a lamber, como um sorvete.

Ele esticou a mão pro lado e pegou a câmera. Aproximou bem perto da minha cara. Olhei pra lente, pisquei de um olho, e continuei. Até que ele puxou minha cabeça pra cima. Sinalizou que queria o colar. Desenrolei da mão e entreguei a ele. Levantou da cama, e me levou junto, desligando a câmera e largando na cama. Fez eu me sentar na cadeira, do computador, bem de gente pro enorme monitor e pra câmera 2. Abriu minha pernas, colocando por cima dos braços da cadeira, e por fora dos meus braços. Se ajoelhou na minha frente. Trocou um olhar comigo enquanto enrolava o colar em dois dedos. E enfiou.

Tive um sobressalto. Me agarrei com mais força na cadeira. Ele girava os dedos dentro de mim, e chupava meu clitóris sem pressa nenhuma. As vezes tirava os dedos, chupava, e metia de novo. Me deu uma mordida na parte interna da coxa, e acelerou os dedos. Fixei minha visão no monitor, não queria gozar ainda, queria aproveitar mais. Fui lendo os nomes dos nossos seguidores que iam passando.

Ele parece que percebeu isso, porque parou. Tirou a mão, levantou pra mostrar pra câmera. Enrolou o colar em mais um dedo. Olhou pra mim e falou baixo:

-Já que você quer tanto ler, leia em voz alta, mas só pra mim.

Enfiou os três dedos. Mexeu rápido.

-Leia!

-Gati...nha ... manhosa...

-Não pare!

Começou a lamber meus clitóris, sem parar com os dedos, minhas pernas tremendo, meu rosto pegando fogo.

-Anjo...de prata...mulher...carente...21...

Tive que parar pra recuperar o fôlego. Ele tava forçando um dedo no meu cuzinho.

-Eu disse pra não parar!

-Amante...solitário...astuto...182...

Ele tava judiando muito de mim. Uma pérola certinha no meu ponto g, os lábios macios no meu clitóris, aquele dedo no cuzinho. Não aguentei mais, tive que fechar os olhos, precisava gemer, falei o último nome que consegui ler:

-Esther...a peri...gosa...


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