Vontade
-Larga de ser tarado!
Brigo em tom de brincadeira com ele, no momento em que soltou minha mão pra se aproveitar da penumbra e apertar minha bunda. Estamos passeando num parque, o sol se pondo alonga as sombras das árvores, e foi delas que ele se valeu.
-Como se você não gostasse...
Fala isso abrindo um sorriso e subindo a mão pra minha cintura, nos fazendo andar colados lado a lado.
Encosto a cabeça em seu ombro, e devido à proximidade, temos que andar bem devagar. Não que estejamos com pressa. Quero saborear cada segundo desse passeio, e sei que ele também.
Antes que eu perceba, a mão que tava na minha cintura desceu e tá na minha bunda de novo. Ponho a minha própria mão sobre a dele, e aperto, respirando fundo. Ele atende meu pedido mudo, e aperta bem forte. Dá um tapinha de brincadeira e sobe de volta pra cintura. Indico pra ele um banco sob duas árvores, totalmente no escuro. Nos sentamos lado a lado, minha coxa esquerda sobre as pernas dele, e o amasso começa. Minhas mãos o puxam pra mim, e as dele me abraçam com vigor, espalmadas nas costas. Beijo quente, forte, faminto, que se alonga pelo rosto até que estamos sussurrando sacanagens no ouvido um do outro. Mordiscadas. Chupões. Mais beijos. E repete.
A mão direita espalma na minha coxa esquerda e vai subindo vestido adentro. Sai do meu beijo por um momento, e passa as pernas por baixo das minhas, me fazendo ficar sentada em seu colo, de lado. Morde meu queixo, e manda que eu me deite no banco. O olho alarmada, afinal estamos em pleno parque, ao ar livre.
-Shhhhhh... Só para de pensar um pouco e curte o momento. Deita.
Acabo cedendo, e deito de forma que meu quadril ficou suspenso no colo dele. Coloca uma mão na minha boca. Me olha por um segundo.
-Morde se achar que vai gemer alto.
E entra com um dedo em mim, enquanto o polegar brinca comigo por fora, no “sininho”. Rebolo de forma involuntária, arfando, fechando as pernas e o mantendo dentro de mim. Mas ele puxa a mão e consegue se livrar das minhas coxas. Beija o próprio dedo, sentindo nele meu sabor. A visão me excita ainda mais, aperto meus próprios seios, mordo de leve sua mão. A outra volta pra debaixo do meu vestido. Agora são dois dedos dentro de mim, fazendo um maravilhoso “vem cá”, e o polegar por fora num movimento circular gostoso, sem pressa, que me fez, agora sim, morder a mão com força. O sol se pôs. Lá no seu vejo as estrelas nos espiando, com inveja de mim, da mão que que me dá prazer. Tranço as pernas uma na outra, mordo mais forte, massageio meus seios, os bicos salientes sob o tecido, a respiração acelerada, ele sorrindo pra mim. Se inclina, e fala ao meu ouvido:
-Vem!
E eu vou, a quantidade de estrelas no seu triplica, e depois desaparece, minha visão se turva, o ar me falta, meu dentes mordem mais forte e eu gozo, gozo forte, sinto que aperto seus dedos aqui dentro, e que os deixo absolutamente molhados, molhados de mim.
Recupero o fôlego. Meu corpo todo relaxa. Paro de morder a mão em minha boca. Vejo-o saboreando o que derramei em sua mão, e me preocupo com essa aqui que eu maltratei. Fiz uma marca funda, não vai sair fácil. Fico fazendo massagem, e dando beijinhos nessa, enquanto a outra me acaricia as coxas. Debaixo delas, sinto que tenho uma tarefa deliciosa a cumprir. Como que lendo meus pensamentos, tira a mão mordida das minhas, e me acaricia o cabelo, dizendo baixinho:
-Essa boquinha tão carinhosa pode ser melhor aproveitada...
Passo a mão ao redor do seu quadril, e puxo em minha direção.
-Concordo plenamente. Vem cá.
Se arrasta, passando por baixo de mim, agora é minha cabeça que está em seu colo. Me deito de lado, esfrego o rosto naquele volume, ainda por cima do tecido, mas não por muito tempo. Minha mão esperta livra-o da prisão de panos. Dou beijinhos, igual fiz com a mão, indo desde a base até a cabeça. Olho pra ele, sapeca, antes de abocanhar tudo que consigo, e chupo, girando a língua ao redor, fazendo como ele merece.
Com carinho.
Com tesão.
Com vontade.
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