Chuva

Entramos correndo em casa. Demos o azar do carro pifar no caminho. O guincho levou pra oficina, e nós dois pegamos um taxi. Ao chegarmos, estava chovendo, por isso a correria. Nos atrapalhamos um pouco com a chave, mas enfim entramos, e o som da chuva se reduziu a um leve murmúrio por trás da porta.

Você se virou pra mim e viu que meu vestido estava molhado, e por isso colado ao corpo. Sorriu pra mim e veio andando devagar em minha direção, me dando tempo de fugir se eu quisesse. Foi o que fiz, indo para o banheiro e fechando a porta, mas “me esqueci” de trancar.

Te ouvi tirando o sapato antes de entrar. Entrei para o box ainda vestida, e fechei o vidro. Vejo através dele você se despindo, seu desejo pulsando por mim, e entra em seguida. Apenas me olha por um instante, antes de me encerrar em seu abraço, e cheirar meu pescoço. Puxa o vestido do meu corpo, mas não se livra dele, joga-o por cima do ombro. O que será que você vai aprontar?

Me vira de costas, cola o corpo no meu, ainda cheira meu pescoço. Lá embaixo, rebolo devagar, sensual, te provoco, te seduzo, quero que me use com tudo. Tira meu sutiã, e espera que eu me incline pra tirar a calcinha. Quando o faço, abre o chuveiro, a água quente beija nossos corpos, e meus lábios de baixo beijam seu...

Não deixo acontecer, não ainda, quero te provocar mais. Fico em pé outra vez, rebolo mais. Levo as mãos até suas coxas e arranho, na mesma força que você usa pra apertar meus seios. Fecho os olhos curto o momento, o desejo crescente. Sinto suas mãos percorrem meus ombros e meus braços, até que subitamente os juntam nas minhas costas. Antes que eu tenha tempo de pensar, você passou o vestido por eles, fazendo uma alça, quase uma rédea, e empurra minhas costas, me forçando a inclinar o corpo.

Foi me puxando pelo vestido e entrando devagar, até colar o corpo ao meu. Empinei ainda mais, sei como você gosta. Te olho por cima do ombro, um meio sorriso, e fecho os olhos de novo. Você sabe que tô entregue, e se move devagar, a água quente bem no meio das minhas costas, intensifica as sensações de um jeito que não sei explicar. Sinto seu movimento dentro de mim, uma sensação tão gostosa, que por mim duraria a noite toda. Me puxa pelo vestido, eu me movo junto, o som de nossos corpos batendo só é quebrado pelos meus gemidos, e pela sua voz que sussurra baixinho: ”gostosa !!!”

Eu sinto que a umidade entre nós aumentou, e sei que não tem nada a ver com o chuveiro. Estou literalmente babando de prazer lá embaixo, no meu limite, quando subitamente você sai de mim. Joga o vestido no chão, junto com as outras peças, e fecha o chuveiro, me dando apoio com a outra mão. Cola o corpo no meu, por trás, e vai me acariciando em direção ao quarto. Me enxuga gentilmente, e me deita na cama. Quando vem se deitar sobre mim, te empurro com uma mão, e pego com a outra um óleo  de amêndoas debaixo do travesseiro. Me fez esperar? Me negou quando eu estava tão perto? Pois agora quem não tem pressa sou eu.

Você, claro, entra no meu jogo, e se senta aos meus pés. Sinaliza com a mão que eu me deite de bruços. Obedeço, e você me beija os pés antes de untá-los. Os envolve nas mãos, deslizando realmente sem pressa, me curtindo, e isso vai me excitando ainda mais. Minha respiração se acelera, absorvendo o perfume do óleo, enquanto as mãos pesadas já estão subindo pelas minhas panturrilhas e parando nas coxas. Fazem carinho fora, atrás, e por dentro, chegando perto, tão perto...

Vejo pelo espelho ao meu lado você se deitando, ficando com o rosto entre minhas pernas. As mãos sobem um pouco mais, apertam minha bunda. Afasto as coxas, me oferecendo, e você atende meu pedido mudo, me lambendo ali, cada toque quase como um choque elétrico, me fazendo rebolar sem perceber. Me saboreia ali com fome, e vai subindo a lambida devagar. Quando chega nas costas, vai beijando, chupando, mordendo, enquanto as mãos repousam na minha cintura, me usando de apoio pra deslizar sobre mim, até a boca ficar perto do meu ouvido.

-Vira!!!

Se apoia nos cotovelos, me dando espaço. Me viro e te puxo pro meu beijo. Te enlaço com as pernas e te puxo pra mim, te trago pra dentro de uma vez. Mordo seu pescoço. Arranho suas costas. Ao seu ouvido, falo simplesmente:

-Me fode!!

Lá fora, a chuva cai.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cintura – Pt.3

Cintura - Pt. 2

Cintura - Pt.1