Ângulos - Bianca (Cap.1)

Conheci ele na universidade (até porque vivo naquele lugar, não teria como conhecer alguém em outro lugar). Um belo dia estava eu na biblioteca, quando ele pediu licença pra sentar comigo na mesa. Assenti com indiferença, ele se sentou, estudou, ou fingiu estudar por um tempo, até que puxou papo comigo. Nos falamos aos cochichos, trocamos algumas risadas, a química foi acontecendo devagar, até que num determinado momento ele rabiscou num pedaço de papel, me entregou e foi embora, dizendo que tinha que ir pra aula. Demorou, mas consegui decifrar aqueles hieróglifos, e mandei mensagem. O papo foi continuando, alguns dia depois es num amasso gostoso numa sala vazia. Quase fomos além ali mesmo, ele já estava se ajoelhando entre as minhas pernas, puxando minha calcinha,  quando do nada entraram umas seis pessoas. Ia começar uma aula ali.

Saímos depressa, calados, rosto vermelho, tesão a flor da pele. Lá fora caímos numa gargalhada nervosa, cheia de significados. Decidimos fazer num lugar melhor, mais a vontade. Marcamos de “ver netflix” na casa dele, sábado.

Cheguei lá no meio da tarde, umas três horas. Ele me conduziu pra dentro, e mal fechou a porta, já me puxou pra um beijo forte, apertando minha bunda, me colando a ele. Senti seu desejo, mordi seu lábio de leve. Ele veio até minha orelha e falou baixinho:

-Tem uma prima minha aqui em casa. Já falei pra ela não sair do quarto, mas de qualquer forma acho melhor a gente não fazer barulho.

-Ou talvez a gente devesse deixar o volume da tv mais alto...

Ele riu de volta e me puxou pela mão até a sala, onde a TV tava ligada no catálogo da Netflix, e no sofá tinha um baldão de pipoca.

-Pera, a gente vai MESMO ver Netflix?

-Oras, eu sou um rapaz puro e de palavra, se eu chamei uma garota pra vir sozinha aqui em casa ver Netflix, é isso que vamos fazer.

-Puro, aham. Puto, só se for.

Rimos alto, me aconcheguei no abraço dele, e demos play num filme qualquer.

-Que história é essa “tem uma prima minha aqui em casa”?

-Nem me fale, os pais dela viajaram numa nova lua de mel e meus pais se ofereceram pra ficar com ela. Vinte anos, bonita, sendo vista entrando e saindo sozinha numa casa, meio perigoso.

-Ah, então você achou ela bonita...

-Eu não sou cego, e se você visse, ia concordar comigo.

-Tem foto dela aí?

Ele puxou o celular e buscou no instagram. Não acreditei no que ele me mostrou.

-Essa menina tá aqui? Nessa casa? E você não deu em cima dela?

-Eu tô com você não tô? Me acha algum tipo de tarado?

-Annnnnn... Sim?!?!

-HA HA HA. Ela é minha prima, se eu invisto e dá errado, poderia me queimar com minha família toda.

-Então você pensou nisso é?

Ele me aconchegou melhor em si, puxou minha coxa sobre as pernas dele, e deu um apertão.

-Eu penso em muitas coisas.

-Por exemplo...?

Agarrou meu cabelo, puxou pra trás, e falou baixinho em meu ouvido:

-Por exemplo em como a gente tá conversando muito e beijando pouco.

Terminei o movimento que ele começou, e montei nele, me esfregando, sentindo.

-Concordo plenamente...

Ele mordeu meus seios por cima da camisa, as mãos paradas nas minhas coxas, por baixo da saia, flertando com a calcinha. Passou reto por elas, entrou pela minha camisa, arranhando as costelas, pousou nas costas e me apertou contra o rosto, e se esfregou em mim. Tirei a blusa, e puxei ele de volta.

-Assim... tá...melhor?

-Uhuum...

Foi tudo que ele conseguiu responder com meu peito na boca, sugando forte, dando mordidinhas, voltas no bico, beijos, enquanto eu rebolava e sentia literalmente o tamanho do seu desejo. Ele parou um pouco e me perguntou:

-Já foi chupada de ponta-cabeça?

-Que?!?!

Do nada ele me joga pra trás, me fazendo deitar em suas pernas. Ergueu meu quadril e apoiou no peito, deixando minhas coxas sobre os ombros. Quando pensei em me levantar, ele esfregou o queixo ali, bem ali...  Me derreti todinha e me deixei levar. Puxou minha calcinha, levantando minhas pernas pra poder tirar, e no processo me mordeu debaixo de cada coxa. Me ajeitou de novo, e quando ia...

-Quase me esqueci de aumentar o volume.

Anda logo, vem me... aaaahhhh, finalmente a boca dele tá ali, me lambendo toda, bem devagar, fecho os olhos e curto a sensação, o sangue subindo e aumentando o prazer, ouço meu próprio coração, pele arrepiada, a língua dele me explorando, vindo certeira escrever um oito em mim, enquanto ele desce com as mãos e me aperta os seios, eu não aguento, abro os olhos em êxtase.

E vejo, no reflexo invertido do vidro da estante na minha frente, uma menina de camisola. Ela percebeu que eu vi, e apenas sorri pra mim, e aperta mais forte o próprio seio. É a mesma menina que ele me mostrou. A prima dele.         A Cecília.

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